#2-CAPACIDADE FÍSICA AUMENTADA DEPOIS DE CONSUMIR ACHOCOLATADO COMPARADO COM OUTRAS 2 BEBIDAS ESPORT
- 21 de set. de 2017
- 7 min de leitura

RESULTADOS
As estatísticas descritivas apresentam-se na Tabela 3. Não houve diferença no tempo do exercício do ciclo inicial da depleção do glicogênio (LC, 54 ± 24 minutos; RC, 69 ± 42 minutos; RF, 75 ± 30 minutos; F (2, 16) = 1.9; p = 0.18). A análise revelou um efeito principal no tlim do ciclo da capacidade de resistência (F (2,16) = 9.8; p = 0.002; u2 = 0.21). Os contrastes revelaram que o tlim com o LC (32 ± 11 minutos) foi mais longo do que RF (23 ± 8 minutos; F (1, 8) = 11.2; p = 0.01; r = 0.76) ou RC (21 ± 8 minutos; F (1, 8) = 11.8; p = 0.01; r = 0.76) (Fig. 2). Houve diferenças entre os montantes de água consumido durante o ciclo da capacidade de resistência (LC, 514 ± 257 mL; RF, 239 ± 158 mL; RC, 389 ± 169 mL). O teste de Mauchly indicou que a suposição de esfericidade foi violada (c2 (2) = 9.8); por isso, os graus de "liberdade" foram corrigidos usando estimativas de esfericidade Greenhouse-Geisser (3 = 0.57). Os resultados mostraram um efeito principal (F (1.1, 9.1) = 6.9; p = 0.03; u2 = 0.19), com análise de contraste que revela uma diferença entre água consumida durante o LC e ciclos de capacidade de resistência de RF (F (1, 8) = 31.1; p = 0.001; r = 0.89). Não houve, contudo, nenhuma diferença entre a água total consumida durante o período de recuperação (LC, 597 ± 462 mL; RF, 544 ± 534 mL; RC, 628 ± 344 mL), e não houve diferença na água total do corpo entre ou dentro das provas. Não houve diferença nenhuma nos parâmetros de humor ou apetite medidos durante o 4o período de recuperação depois do exercício que esvaziou o glicogênio. Houve uma tendência para a sensação da plenitude (sendo mais alta) e a sensação da fome (sendo mais baixa) imediatamente e 30 min depois de beber o LC, comparados com a RC e a RF (p = 0.08). Não houve outra diferença entre os voluntários em relação as variáveis medidas, incluindo lactato do sangue, frequência cardíaca, avaliação de esforço percebido e massa de corporal (a Tabela 3).
DISCUSSÃO
O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de 3 bebidas consumidas durante a recuperação do exercício prolongado subsequente o exercício capacidade física no ciclismo. Os participantes pedalaram 51% mais e 43% mais longe depois de ingerir o LC do que depois ingerir o RC e/ou RF, respectivamente. O montante de água ingerida no ciclo de capacidade física foi mais alto com o LC do que com RF. Não houve outras diferenças entre os participantes em nenhuma das variáveis medidas. Os participantes andaram de bicicleta mais longe depois da ingestão de LC do que depois Ingestão de RC, apesar das bebidas serem isocalóricas. Isto pode ser atribuível a diferenças no tipo de carboidrato e (ou) conteúdo de gordura entre bebidas. Estes 2 os fatores são discutidos abaixo.


TIPO DE CARBOIDRATO
Todos dos carboidratos do LC (glicose, frutose, sacarose e lactose) e RC (glicose, frutose e maltodextrina) têm alta solução de osmolaridade e frequência do pico de oxidação semelhante durante o exercício (Wallis et al. 2005). A ausência de sacarose na RC, contudo, pode ter afetado a repleção do glicogênio do fígado. Casey et al. (2000) investigou o efeito de ingestão de carboidrato na ressíntese de glicogênio no fígado e músculos e na capacidade do exercício, e foi mostrado que a ingestão de sacarose resultou na maior repleção de glicogênio no fígado do que a glicose (25 ± 5 g contra 13 ± 8 g). Embora não houve diferença estatística no tempo de exercício médio (glicose, 40 ± 5 minutos; a sacarose, 46 ± 6 minutos), houve uma "associação modesta" entre a modificação do glicogênio no fígado e a capacidade subsequente ao exercício (r = 0.53; p <0.05). Neste estudo, mudanças diferentes no conteúdo do glicogênio no fígado poderiam ter mediado a disponibilidade de glicose no sangue e, posteriormente, ter afetado tlim na prova de capacidade física.
CONTEÚDO DE GORDURA
O alto conteúdo de gordura do LC, comparado com a RC (tabela 2), pode ter resultado no aumento da concentração de ácidos graxos livres durante o ciclo de exaustão. Melhora na capacidade de resistência em exercícios com intensidades (60%-75%, máximo de V_ O2) semelhantes ao nosso estudo foram informados anteriormente quando concentrações de ácido graxos livres no plasma e a oxidação subsequente foram elevadas (Pitsiladis et al.1999; Stevenson et al. 2005). De modo inverso, os aumentos informados na capacidade de resistência usando a suplementação de RC têm sido em intensidades de exercício submáximas (85%, Máximo de V_ O2) (Williams et al. 1999, 2003). É plausível que o LC é mais efetivo para a recuperação pós exercícios de resistência com intensidade BAIXA/MODERADA, devido ao seu maior conteúdo de gordura e que a RC é o mais eficaz para a realização de exercício de resistência, de intensidade mais alta, devido a uma maior dependência no carboidrato como uma fonte de combustível. Ainda não se sabe se o LC é eficaz para a recuperação de exercícios de resistência de alta intensidade. Estas conclusões ainda são especulações, já que não foi feita nenhuma medição da oxidação do substrato. Futuras pesquisas irão se feitas. Os participantes consumiram montantes semelhantes de água durante o período de recuperação (LC, 597 ± 462 mL; RF, 544 ± 534 mL; RC, 628 ± 344 mL), e não houve diferença entre a água do corpo total ou a massa do corpo em qualquer etapa durante as provas experimentais (Tabela 3). Os participantes, contudo, consumiram mais água na prova de capacidade de resistência depois de consumir o LC do que depois de consumir a RF (LC, 514 ± 257 mL; RF, 239 ± 158 mL). Os participantes foram permitidos beber água a vontade para manter um estado euhidratado durante a prova experimental. As diferenças no consumo de água entre provas de capacidade de resistência podem ter influenciado os resultados. Futuras pesquisas devem se assegurar de um estado de hidratação semelhante, medido com métodos mais exatos do que aqueles empregados no estudo atual. Usando bebidas isocalóricas, este estudo apoia a conclusão original de Karp et al. (2006), que o LC pode ser usado como um meio eficaz de recuperação de exercícios de resistência prolongado. Essa conclusão é somente aplicada a exercícios subsequentes a BAIXA/MODERADA (70% Pmax) intensidades. Os mecanismos deste aumento necessitam de novas investigações.
REFERÊNCIAS
Berardi, J.M., Price, T.B., Noreen, E.E., and Lemon, P.W. 2006. Postexercise muscle glycogen recovery enhanced with a carbohydrate-protein supplement. Med. Sci. Sports Exerc. 38(6): 1106–1113. doi:10.1249/01.mss.0000222826.49358.f3. PMID: 16775553. Betts, J.A., Stevenson, E., Williams, C., Sheppard, C., Grey, E., and Griffin, J. 2005. Recovery of endurance running capacity: effect of carbohydrate-protein mixtures. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 15(6): 590–609. PMID:16521845. Betts, J., Williams, C., Duffy, K., and Gunner, F. 2007. The influence of carbohydrate and protein ingestion during recovery from prolonged exercise on subsequent endurance performance. J. Sports Sci. 25(13): 1449–1460. doi:10.1080/ 02640410701213459. PMID:17852694. Casey, A., Mann, R., Banister, K., Fox, J., Morris, P.G., Macdonald, I.A., and Greenhaff, P.L. 2000. Effect of carbohydrate ingestion on glycogen resynthesis in human liver and skeletal muscle, measured by (13)C MRS. Am. J. Physiol. Endocrinol. Metab. 278(1): E65–E75. PMID:10644538. Fallowfield, J.L., and Williams, C. 1997. The influence of a high carbohydrate intake during recovery from prolonged, constantpace running. Int. J. Sport Nutr. 7(1): 10–25. PMID:9063761. Field, A. 2005. Discovering statistics using SPSS. Sage, London. Friedman, J.E., Neufer, P.D., and Dohm, G.L. 1991. Regulation of glycogen resynthesis following exercise. Dietary considerations. Sports Med. 11(4): 232–243. doi:10.2165/00007256-199111040- 00003. PMID:1901662. Hill, D.W., Stephens, L.P., Blumoff-Ross, S.A., Poole, D.C., and Smith, J.C. 2003. Effect of sampling strategy on measures of VO2 peak obtained using commercial breath-by-breath systems. Eur. J. Appl. Physiol. 89: 564–569. doi:10.1007/s00421-003- 0843-1. PMID:12756572. Ivy, J.L. 2004. Regulation of muscle glycogen repletion, muscle protein synthesis and repair following exercise. J. Sports Sci. Med. 3: 131–138. Ivy, J.L., Katz, A.L., Cutler, C.L., Sherman, W.M., and Coyle, E.F. 1988. Muscle glycogen synthesis after exercise: effect of time of carbohydrate ingestion. J. Appl. Physiol. 64(4): 1480–1485. PMID:3132449. Ivy, J.L., Goforth, H.W., Jr., Damon, B.M., McCauley, T.R., Parsons, E.C., and Price, T.B. 2002. Early postexercise muscle glycogen recovery is enhanced with a carbohydrate-protein supplement. J. Appl. Physiol. 93(4): 1337–1344. PMID: 12235033. Jentjens, R., and Jeukendrup, A. 2003. Determinants of postexercise glycogen synthesis during short-term recovery. Sports Med. 33(2): 117–144. doi:10.2165/00007256-200333020-00004. PMID: 12617691. Karp, J.R., Johnston, J.D., Tecklenburg, S., Mickleborough, T.D., Fly, A.D., and Stager, J.M. 2006. Chocolate milk as a postexercise recovery aid. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 16(1): 78–91. PMID:16676705. Kyle, U.G., Bosaeus, I., De Lorenzo, A.D., Deurenberg, P., Elia, M., Manuel Gomez, J., et al. 2004. Bioelectrical impedance analysis-part II: utilization in clinical practice. Clin. Nutr. 23(6): 1430–1453. doi:10.1016/j.clnu.2004.09.012. PMID:15556267. Millard-Stafford, M., Warren, G.L., Thomas, L.M., Doyle, J.A., Snow, T., and Hitchcock, K. 2005. Recovery from run training: efficacy of a carbohydrate-protein beverage? Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 15(6): 610–624. PMID:16521846. Niles, G.S., Lachowetz, T., Garfi, J., Sullivan, W., Smith, J.C., Leyh, B.P., and Headley, S.A. 2001. Carbohydrate-protein drink improves time to exhaustion after recovery from endurance exercise. J. Exerc. Phys. 4(1): 45–52. Pitsiladis, Y.P., Smith, I., and Maughan, R.J. 1999. Increased fat availability enhances the capacity of trained individuals to perform prolonged exercise. Med. Sci. Sports Exerc. 31(11): 1570–1579. doi:10.1097/00005768-199911000-00012. PMID:10589859. Rowlands, D.S., Thorp, R.M., Rossler, K., Graham, D.F., and Rockell, M.J. 2007. Effect of protein-rich feeding on recovery after intense exercise. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 17(6): 521–543. PMID:18156659. Rowlands, D.S., Rossler, K., Thorp, R.M., Graham, D.F., Timmons, B.W., Stannard, S.R., and Tarnopolsky, M.A. 2008. Effect of dietary protein content during recovery from high-intensity cycling on subsequent performance and markers of stress, inflammation, and muscle damage in well-trained men. Appl. Physiol. Nutr. Metab. 33(1): 39–51. doi:10.1139/H07- 136. PMID:18347652. Saunders, M.J., Kane, M.D., and Todd, M.K. 2004. Effects of a carbohydrate-protein beverage on cycling endurance and muscle damage. Med. Sci. Sports Exerc. 36(7): 1233–1238. doi:10. 1249/01.MSS.0000132377.66177.9F. PMID:15235331. Stevenson, E., Williams, C., McComb, G., and Oram, C. 2005. Improved recovery from prolonged exercise following the consumption of low glycemic index carbohydrate meals. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 15(4): 333–349. PMID:16286667. van Loon, L.J., Saris, W.H., Kruijshoop, M., and Wagenmakers, A.J. 2000. Maximizing postexercise muscle glycogen synthesis: carbohydrate supplementation and the application of amino acid or protein hydrolysate mixtures. Am. J. Clin. Nutr. 72(1): 106– 111. PMID:10871568. Wallis, G.A., Rowlands, D.S., Shaw, C., Jentjens, R.L., and Jeukendrup, A.E. 2005. Oxidation of combined ingestion of maltodextrins and fructose during exercise. Med. Sci. Sports Exerc. 37(3): 426–432. doi:10.1249/01.MSS.0000155399. 23358.82. PMID:15741841. Williams, M., Ivy, J., and Raven, P. 1999. Effects of recovery drinks after prolonged glycogen-depletion exercise. Med. Sci. Sports Exerc. 31: S124. [Abstract.] Williams, M.B., Raven, P.B., Fogt, D.L., and Ivy, J.L. 2003. Effects of recovery beverages on glycogen restoration and endurance exercise performance. J. Strength Cond. Res. 17(1): 12–19. doi:10.1519/1533-4287(2003)017<0012:EORBOG>2.0.CO;2. PMID:12580650.

































Comentários