HIDRATAÇÃO NO FUTEBOL: UMA REVIEW
- 4 de ago. de 2017
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HIDRATAÇÃO NO FUTEBOL: UMA REVIEW
RESUMO
A hidratação deve ser considerada antes, durante e depois do exercício. Esta review pretende informar os principais pontos no processo de hidratação no futebol. A substituição dos fluidos durante o exercício é proporcional a alguns fatores, tal como: intensidade do exercício; condições climáticas; a aclimatização do atleta; o condicionamento físico do atleta; características individuais fisiológicas e biomecânicas do jogador. A performance melhora não só quando os jogadores ingerem água mas também carboidrato. O ritmo em que o carboidrato e a agua são absorvidos pelo organismo são limitados pelo ritmo de “esvaziamento" gástrico e absorção intestinal. A composição de bebidas oferecidas aos jogadores devem dar a relativa importância da necessidade de fornecer carboidratos ou água; deve lembrar que o esgotamento do carboidrato pode resultar em fadiga e diminuição da performance, mas não é normalmente uma condição de vida ou morte. A adição de carboidrato nestas bebidas aumenta as concentrações de glicose no sangue, aumentos no uso de "combustível" externo pelo aumento da oxidação da glicose nos músculos irá poupar o glicogênio do músculo. Deste modo, a ingestão de carboidrato antes e durante o exercício pode atrasar a fadiga e aumentar a performance dos jogadores. Várias táticas podem ser usadas para evitar a desidratação, como hiper-hidratação antes do exercício e a aclimatização do jogador. A situação ideal para restaurar os fluidos perdidos pelo jogador é entre as sessões de treino. Desde que o futebol é um esporte com características bastante peculiares relacionado à hidratação, os jogadores devem preocupar-se e serem educados sobre a importância de ingestão de fluidos antes, durante e depois do exercício.
INTRODUÇÃO
A hidratação ou a reposição de fluidos é um aspecto importante a considerar-se antes, durante e depois da prática de exercícios.
A hidratação antes e durante o exercício realça a performance, em particular se a bebida que for ingerida tiver carboidratos.
Maughan & Leiper (1994) sugere que a desidratação toma lugar devido à necessidade do corpo de manter a sua temperatura perto dos valores em descanso, de aproximadamente 37º C. Em ambientes de alta temperatura, o único mecanismo que faz o corpo perder calor é a evaporação da água na superfície da pele. Isto permite que a temperatura do corpo se mantenha, mas leva a desidratação e perda de eletrólitos.
Segundo os autores acima, a substituição de fluidos deve ser proporcional a alguns fatores, como intensidade do exercício; condições climáticas; ajuste do atleta ao tempo; a aptidão física do atleta; características fisiológicas e biomecânicas individuais do atleta.
Também é sabido que a performance durante o exercício é prejudicada pela desidratação (quando chega) em 2% do peso corporal, e, se a desidratação aumentar a 5%, pode reduzir a capacidade do esforço em aproximadamente 30%. A função cognitiva é um aspecto muito importante para esportes de equipe, como futebol, e é prejudicada quando ocorre a desidratação e a hipertermia.
O nível da desidratação pode ser avaliado pesando o atleta antes e depois do treinamento e/ou competição, mas a quantidade de informação sobre a perda de peso (suor) dos jogadores de futebol durante os treinamentos e competições são limitadas. Alguns estudos informam que a perda de fluido pelo suor durante um jogo de futebol varia de 1 a 3.5 litros.
Neste estudo vamos rever questões relacionadas a hidratação em futebol, como "esvaziamento" gástrico, fluido e estratégias de reposição de carboidrato antes, durante e depois de um treinamento e/ou de um jogo, como este esporte apresenta muitas Características específicas relacionadas a este assunto, como a falta de paralisações constantes durante o treino e/ou jogo para a ingestão de líquidos.
FATORES QUE INFLUENCIAM A TAXA DE REPOSIÇÃO DE FLUIDOS E CARBOIDRATO
A performance é otimizada pela ingestão de ambos, água (diminui efeitos da desidratação) e o carboidrato. Contudo, o ritmo nos quais o substrato e a água são absorvidos pelo corpo limita-se pelo "esvaziamento" gástrico e a taxa de absorção intestinal.
O "esvaziamento" gástrico é controlado por inúmeros fatores, tal como intensidade, tipo de exercício, volume de ingestão, densidade enérgica, osmolaridade, temperatura e tipo de carboidrato usado.
O volume de fluidos ingeridos estimula o "esvaziamento" gástrico, mas o aumento do carboidrato no fluido o atrasa. A osmolaridade do fluido, a temperatura e o pH têm menos influência no "esvaziamento" gástrico. O montante de fluidos ingeridos por atletas é tipicamente menor do que aquele que eles podem tolerar, e para aumentar a ingestão, é básico ter que ingerir fluidos durante o treino.
Alguns fatores, inclusive a intensidade de exercício, também afetam o ritmo de "esvaziamento" gástrico. Os exercícios executados em uma intensidade de 70 a 75% do VO2 máximo têm pouco ou nenhum efeito no ritmo do "esvaziamento" gástrico, mas exercícios executados em uma intensidade mais alto do que ou igual a 80% de VO2 máximo parecem fazer este ritmo diminuir, mas isto não chega a ser um problema, já que estes tipos de exercício não se executam tempo suficiente para causar limitação na disponibilidade de fluidos.
Pode-se dizer que no futebol, onde estes exercícios de alta intensidade marcam melhor a tensão do esporte, o montante de fluidos ingeridos deve se esvaziar do estômago mais lentamente. O esvaziamento ocorre provavelmente mais rapidamente em esforços de baixa intensidade, e deve-se ingerir fluidos sempre que possível durante o exercício, para prevenir náuseas ou qualquer outro tipo de desconforto gástrico.
Um aumento do conteúdo dos carboidratos em fluidos aumentará a taxa deste substrato disponível no intestino delgado, porém reduzirá o volume do "esvaziamento" gástrico. Cada solução de glicose diluída (40 g/l ou mais) retarda o ritmo do "esvaziamento", mas a absorção da glicose que é transportada com o sódio no intestino delgado, acelera a absorção da água.
A alta concentração de solução de glicose causará alta osmolaridade, estimulando altas taxas de secreção da água em direção ao tubo digestivo, contribuindo para desidratação. Quando o fornecimento de água é prioridade máxima, o montante de carboidrato em fluidos deve ser baixo, aproximadamente 30-50 g.l-1. Em climas frios, ou para jogadores com taxa de suor baixa, uma concentração de carboidrato mais alta pode ser mais conveniente (mais de 100 g.l-1).
O conteúdo dos fluidos a serem tomados devem ser influenciados pela importância relativa da necessidade de fornecer substrato ou água. Isto depende, em parte, na taxa de esforço individual do jogador, temperatura e umidade do ambiente e as características fisiológicas e biomecânicas do indivíduo.
O esgotamento do carboidrato pode resultar em fadiga e redução de performance, mas não é, tipicamente, uma condição que ameaça à vida. Porém as desordens em equilíbrio dos fluidos e a regulação da temperatura são condições potencialmente mais sérias, e por essa razão os jogadores em países quentes devem focar em manter o equilíbrio de fluidos e eletrólitos.
Em exercícios mais longos e/ou em exercícios realizados em ambientes quentes nos quais a depleção de substrato acontece, levando à desidratação, a ingestão regular de fluidos hidroeletrolíticos com o carboidrato atenuará estes fatores indesejáveis que prejudicam a performance.
ESTRATEGIAS PARA REPOSIÇÃO DE FLUIDOS ANTES DE UMA PARTIDA DE FUTEBOL
1. Treino e competição sob calor- aclimatização
Os ambientes quentes e úmidos podem ser um obstáculo para jogadores, e para um processo de aclimatização adequada ocorrer este tipo de clima, deve se expor a ele por aproximadamente por 10 dias. A adaptação mais rápida ao calor leva o jogador a suar mais em resposta ao exercício.
Os jogadores podem ajustar o seu corpo ao clima quente praticando de moderados a intensos exercícios sob essas temperaturas. Depois do treinamento de 1 a 4 horas, durante 5 a 15 dias, o corpo vai se ajustar ao tempo quente. Nessas condições, o aquecimento antes da competição ou do treino deve ser curto e em lugares arejados. Deve evitar o uso de roupas pesadas ou feitas de borracha.
Assim, a temperatura em descanso diminuirá, a temperatura da pele e do corpo serão mais baixas durante o exercício, o batimento cardíaco será mais baixo durante os exercícios, e a quantidade de suor aumentará. Todas estas modificações ajudarão os jogadores a melhorar a sua performance sob um clima quente.
Durante a competição, onde os jogos se executam em sucessão, poderiam haver problemas.
Deve-se dar a devida atenção a uma ingestão própria de fluidos entre o treino e/ou jogos executados em dias consecutivos, sob um tempo quente ou não haverá uma recuperação completa, já que o jogador não se reidratou totalmente.
2. Hiperidratação no futebol
A hiper-hidratação voluntária durante a semana antes da competição parece aumentar a reserva de fluidos no corpo e também melhorar a regulação da temperatura corporal. Tal hiper-hidratação deve ser feita pela ingestão de 300-600 ml de fluidos em refeições de pré-competição e uns 150-300 ml extras de fluidos a cada 15-20 minutos, até 45 minutos antes do começo da competição, para o atleta ter tempo de eliminar o excesso pela urina antes da competição. A ingestão de fluidos durante um jogo de futebol deve ser estimulada fornecendo garrafas individuais, que devem ser deixadas perto do gol ou do campo, para que o jogador possa rapidamente beber durante as interrupções “informais” do jogo. Cada jogador deve estar sabendo a sua perda de fluidos no momento do treinamento e/ou em jogos.
Em um estudo feito por Rico-Sans et al. (1996), oito jogadores jovens (17 ± 0.6 anos), da equipe de Porto Rico, bem condicionados, foram estudados, como mostrado pela sua capacidade aeróbica máxima de 69.2 ± 0.7 ml.kg-1.min-1.
A meta do estudo foi verificar se a hiper-hidratação aumentaria a soma total de água no corpo, assim reduzindo stress do aumento da temperatura do corpo durante um jogo e, por isso, realçando a performance.
A hiper-hidratação foi feita uma semana antes de uma competição e mostrou fornecer resultados positivos no aumento da soma total de água de corpo de 1.1 litros quando comparado a hidratação voluntária. Neste estudo, observou-se que a temperatura do corpo durante um jogo de futebol aumentou 2.04 ± 0.31º C e 1.71 ± 0.17º C para hidratação voluntária e hiper-hidratação, respectivamente. Quando foi considerado o stress do calor, as curvas e linhas da temperatura foram significativamente diferentes, indicando um menor aumento na hiper-hidratação (R2 = 0.01) e um maior aumento na hidratação voluntária (R2 = 0.72; P <0.01) durante o jogo.
REPOSIÇÃO DE FLUIDOS DURANTE UMA PARTIDA DE FUTEBOL
Tanto as regras do futebol como a tolerância gástrica não permitem a hidratação conveniente dos jogadores. Durante o jogo, é difícil ingerir fluidos; por isso, a sua ingestão deve ser bastante para substituir a perda do suor, o montante de carboidrato deve ser bastante para fornecer o substrato e não limitar a taxa de esvaziamento gástrico, os fluidos devem ser ingeridos regularmente para manter o volume gástrico, e por isso os jogadores devem estar cientes das suas necessidades de ingestão de fluidos.
Se o regulamento permitisse uma ingestão regular de fluidos durante o jogo, haveria mais ingestões voluntarias e melhor equilíbrio de fluidos nos jogadores de futebol. Tipicamente, a reposição de fluidos no futebol corresponde a aproximadamente 50% da perda. Isto é, acreditasse que um requisito para melhorar a ingestão de líquidos no futebol seria aumentar a disponibilidade e/ou as chances de os jogadores poderem beber durante as partidas. No futebol, como não há intervalos para ingerir fluidos durante um jogo, os jogadores só podem ingeri-los antes do jogo e durante o intervalo.
As bebidas adicionais devem ser oferecidas no fim da primeira metade, com volume e conteúdos conhecidos pelos jogadores e baseado em exigências e preferencias individuais. Essas bebidas devem ter uma concentração de carboidrato de 6 a 8%, e deve ser fornecida em uma temperatura de 15 a 20 C a cada 15-20 minutos, em um volume de 150 a 300 ml.
REPOSIÇÃO DE FLUIDOS NA RECUPERAÇÃO DE TREINOS E/OU JOGOS
A reposição de água e eletrólitos no período de pós-exercício é fundamental para o processo de recuperação.
O sucesso de uma hidratação adequada depois do treino e/ou jogos depende do equilíbrio entre a ingestão de fluidos e a liberação na urina. O ideal para um jogador é repor a perda de fluidos entre as sessões de treino, para começar uma nova sessão de treino sob uma condição de hidratação normal (euhidratado). Contudo, isto é difícil em situações em que moderada a máxima desidratação ocorre, ou quando o intervalo entre as sessões de treinamento são menos de 6-8 horas. Uma boa reidratação necessita de planejamento, em relação a ingestão de fluidos, para superar tantos problemas fisiológicos como práticos, como dificuldades na obtenção de fluidos.
Imediatamente depois do exercício, os atletas devem ingerir bastante fluido hidroeletrolítico com carboidratos para substituir a perda de fluidos durante o exercício. Para assegurar a hidratação completa, as bebidas devem conter sódio e a quantidade ingerida deve ser de 150% da perda total do suor. Isto é porque tipicamente é necessário ingerir 50% a mais do que a quantidade de fluidos perdida durante o exercício, para assegurar uma reidratação completa.
A necessidade da substituição de fluidos não dependo só da perda pelo suor, mas também é influenciado pelo tempo antes do próximo jogo e/ou sessão de treino.
Ingerir água depois do exercício leva a uma rápida redução na concentração de sódio e na osmolaridade plasmática, assim reduzindo o impulso de beber e criando a eliminação de fluidos pela urina, ambos os fatores que interferem no processo de reidratação.
Segundo Mack (1998), quando fluidos foram ingeridos em uma solução de cloreto de sódio, a absorção foi muito maior. Além disso, as soluções sem sódio causam uma queda rápida em níveis de soro de sódio e osmolaridade.
As bebidas alcoólicas e aqueles com a cafeína devem ser evitados durante o período de reidratação, já que elas têm um efeito diurético.
Considerar que a desidratação muitas vezes aparece em atletas, e tem um efeito arriscado tanto na saúde como na performance, os treinadores e os atletas devem se educar sobre esse problema.
CONCLUSÃO
O futebol é um esporte de características muito peculiares quanto a hidratação, em particular como não tem intervalos regulares para os jogadores ingerirem fluidos durante os jogos. Ingestão de fluidos durante o exercício é bastante benéfico para jogadores, já que minimiza os efeitos da desidratação. A desidratação pode fazer que a performance diminua. Para que isso não aconteça, os jogadores devem educar-se quanto à importância da ingestão de fluidos antes, durante e depois da prática de exercícios.
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