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#1-EFEITO DO USO DO CINTO DE MUSCULAÇÃO E DA MANOBRA VALSALVA NA POTENCIA E NA VELOCIDADE NO AGACHAM

  • 16 de ago. de 2017
  • 8 min de leitura

INTRODUÇÃO


Poderia um cinto de musculação afetar a potência e a velocidade em um agachado e por isso ser de grande valor, e poderia a prática de uma técnica de respiração fornecer o mesmo efeito em atletas de treinamento de resistência. Isto é a base do presente estudo; o efeito sobre potência e velocidade quando um cinto de musculação é usado e quando uma técnica de respiração, manobra de valsalva, é utilizada no agachamento. Os estudos prévios investigaram a ativação do músculo e a pressão intra-abdominal e, até certo ponto, a potência e a velocidade e como isto é afetado diferentes levantamentos. São estes dois instrumentos, que muitas vezes se usam no treinamento de resistência, quando a performance está em foco. Isto dá a este estudo a oportunidade de contribuir com o conhecimento dentro deste campo.


NOTA : Potência de saída é a famosa “explosão”, no caso quanta força/energia(watt)os voluntários produziram no início do movimento(agachamento).


COMO A POTENCIA E A VELOCIDADE FUNCIONAM NO CORPO HUMANO


A força deve mover um objeto, e calcula-se fazendo massa (quilograma) vezes aceleração (m/s2). Quando isto é usado em movimentos humanos, a massa é o peso do corpo e a aceleração é a gravidade, que é 9.81m/s2. A potência é determinada pela velocidade vezes força. A velocidade calcula-se como a deslocação (m) dividido pelo tempo (tempos) (Grimshaw, 2006). A potência e a velocidade dentro de elevações diferentes podem ser medidas através de diferentes instrumentos e o Codificador Linear é um destes instrumentos. O Codificador Linear é um o instrumento que medi a deslocação vertical dentro de um período de tempo e muitas vezes é usado para medir a performance no esporte (Lindemann, Farahmand, Klenk, Blatzonis, & Becker, 2015). A ponta do codificador é colocada em um objeto móvel, por exemplo uma barra, e em conjunto com um software pode mostrar a força, o deslocamento e a velocidade do objeto móvel (Moras, & VázquezGuerrero, 2015)

Para criar a força e o movimento o ser humano tem de fazer movimentos nas articulações e isto é feito pelos músculos que puxam de cada lado da articulação (Grimshaw, 2006). Os músculos do corpo humano compõem-se de muitas fibras de músculo e estruturam-se com muitos componentes, e todos estes componentes formam a contração muscular. A menor unidade contrátil é o sarcômero dentro da fibra muscular. Dentro do sarcômero estão as miofibrilas, que se compõe de duas proteínas; miosina e actina. Estes dois componentes funcionam quando há o impulso de nervo (potencial de ação) do sistema nervoso pelo nervo para lançar acetilcolina. Acetilcolina então une-se a receptores na fibra muscular e a despolarização faz que o retículo sarcoplasmático lance o cálcio, e o modelo do filamento instável possa começar. As cabeças de miosina unem-se à actina e puxam a actina para mais perto da linha M que é localizada no meio do sarcômero, isto é conhecido como modelo de filamento instável. Quando a contração começa, a adenosina trifosfato (ATP) é hidrolisada para adenosina difosfato (ADP) e um fosfato inorgânico, a cabeça da miosina se conecta na actina e puxa a actina para mais perto da linha M. Então o ADP inorgânico fosfato lança-se, e um novo ATP une-se a miosina e uma nova ponte cruzada é feita (McArdle et al., 2014). O corpo humano e seus músculos podem criar força, porém são muitos fatores que contribuem quanta força os músculos produzirão. É o controle neural, que implica quantos e a que velocidade as unidades motoras em uma contração muscular serão recrutadas. A área transversal do músculo e o seu comprimento é outro fator que é implicado na capacidade dos músculos de criar a força. Quando um músculo atinge o comprimento de descanso a actina e a miosina estão uma ao lado da outra e o número de pontes transversais são maioria. Também, o ângulo da articulação e a velocidade são dois outros fatores que contribuem para a força que um músculo pode produzir. Quando a velocidade aumenta o aumento da potência também aumenta (Baechle et al., 2008). Todos os fatores mencionados acima são importantes ter em mente, para adquirir a adaptação necessária da carga do treino (Hatfield et al., 2006). O músculo é dividido em diferentes fibras musculares com características diferentes e estas são recrutadas em diferentes ocasiões. Quando a ocasião necessita que o atleta acelere rapidamente, as unidades motoras de rápida contração (tipo IIx) são as principais fibras musculares usadas, e as fibras musculares de contração lenta (tipo I) não são muito utilizadas (Baechle e al., 2008). As fibras tipo IIx são importantes para produzir muita força, estas fibras devem ser treinadas com cargas perto da capacidade máxima e com a maior velocidade (Hatfield et al., 2006). A definição de força é quanta potência um músculo pode produzir em certa velocidade (Baechle et al., 2008) e para ganhar potência de saída nos músculos o atleta deve fazer os levantamentos com uma alta velocidade, o que é melhor do que comparada com uma velocidade mais baixa (Hatfield et al., 2006). Muitos esportes necessitam que o atleta seja capaz de diminuir ou que aumente o seu próprio peso corporal ou peso externo e para fazer isto o atleta precisa a diminuir ou aumentar a velocidade e isto necessita de força (Baechle et al., 2008).

As diferentes fases em um agachamento explicam-se em 2.1 Agachamentos. Um agachamento pode ser medido com o codificador linear que mede as fases diferentes do agachamento e a sua deslocação vertical. A fase excêntrica é a fase descendente e logo a fase concêntrica é a fase ascendente e medem-se em metros por segundo (m/s). A velocidade máxima na fase concêntrica mostra o m/s medido mais alto. Como a velocidade torna-se maior, a potência aumenta e isto dá uma indicação em como a velocidade é afetada em um agachamento. O uso do ciclo do estiramento e encurtamento em um agachamento, o contra movimento (a fase excêntrica) consiste em onde a energia é armazenada antes da fase de amortização (fase de transição) e logo quando a fase concêntrica começa a energia guardada na fase excêntrica é utilizada e o atleta pode continuar o movimento (McArdle et al., 2014). Um estudo por McCarthy, Woon, Bolding, Roy & Hunter (2012) diz que para ganhar potência a fase excêntrica deve ser treinada quebrando-a muito rápido antes de começar a fase concêntrica.

Os nossos resultados quanto à força tardia na fase excêntrica de um ciclo de estiramento e encurtamento sugerem uma estratégia de treinamento focando em parar ou frear muito rapidamente no fim da fase excêntrica, para melhorar a força e a potência durante a fase concêntrica


RACIONAL


O objetivo deste estudo foi investigar se o uso de um CM(cinto de musculação) e a MV(manobra de valsava) poderia aumentar a performance da potência de saída e da velocidade em um agachamento. Os estudos que antecederam, estudaram pela maior parte deadlifts com um menor foco em potência de saída. A maioria dos estudos prévios concentraram-se na ativação do músculo e como esta mudança está ligada ao peso da carga e ao uso do CM. A MV foi estudada até certo ponto, porém pela maior parte em ativação do músculo e a pressão intra-abdominal. Por isso, este estudo foi feito para ver como a potência de saída e a velocidade mudaram com ou sem o CM e também para ver se a MV poderá dar efeitos positivos no futuro, em relação a potência e velocidade. Tendo em vista que isso poderia possivelmente ter benefícios em uma carga mais baixa na barra com uma potência de saída maior. Por causa da informação insuficiente sobre como a potência de saída e a velocidade se afetam pelo CM e a MV este estudo, que pode ser de grande interesse para atletas dentro desse meio, foi realizado para minimizar essa falta de conhecimento. A hipótese é que o CM pode ter efeitos positivo e em conjunto com o MV darão novos benefícios em relação a potência de saída e velocidade.


OBJETIVO


O objetivo principal do estudo foi avaliar se potência e velocidade (excêntrica, concêntrica e o pico da velocidade concêntrica) em um agachamento é afetado por meio do uso da manobra de valsalva, quando os indivíduos estudados usaram ou não o cinto de musculação em jovens atletas treinados.


PROCEDIMENTO

Todos os voluntários foram testados somente em uma ocasião, em Idrottscentrum, um ginásio local em Halmstad. Executaram um total de 12 agachamentos divididos em quatro series com três repetições cada um, em 75% do seu 1RM. os voluntários foram previamente instruídos com todas as informações necessárias de como o teste ia ser feito, com tempo para fazer perguntas. Antes de começar o teste os voluntários foram pesados e medidos, também foram tomadas notas sobre seu gênero e o 1RM que eles disseram. Então eles começaram o seu próprio aquecimento durante aproximadamente 10 minutos e depois do aquecimento executaram dez agachamentos com 50% do seu 1RM (Beachle e al., 2008). O agachamento seguiu as regras de competições internacionais e nacionais de Power lifting, que diz que a superfície superior das pernas na união do quadril é mais baixa do que o topo dos joelhos. Os sujeitos participaram em outro estudo na mesma ocasião do teste onde foi estudado a amplitude do movimento desse exercício, depois não foram introduzidas nenhuma instrução do quão baixo o agachamento devia ser, exceto paralelo ao chão ou mais baixo.

O teste começou com os voluntários fazendo três agachamentos sem pausa ou descanso, com um peso que era 75% do seu 1RM com ou sem CM (Beachle et al., 2008), seguido depois de 3 a 5 minutos de descanso antes da próxima série, isso foi feito por mais 4 series. O peso (75%) foi escolhido porque os voluntários poderiam fazer 3 repetições sem nenhum problema. Se o levantamento for muito lento o codificador poderia não notar o movimento e não dar os valores do levantamento. A potência de saída e a velocidade no seu agachamento calcularam-se usando um Codificador Linear (MuscleLab, Tecnologia de Ergotest COMO, Langesund, a Noruega) com o laboratório de software Muscle (MuscleLab V8.31). Cada um dos voluntários fez três repetições e quatro series e as duas primeiras series foram sem e com o CM. quando as duas primeiras series foram feitas, os desenvolvedores do teste deram instruções de como a MV seria feita nas últimas duas series, que foram feitas com e sem o CM. Os voluntários foram instruídos para inspirar profundamente com o máximo de ar possível, e depois tentar empurrar o ar através da glote, que está fechada. Os agachamentos onde o CM foi utilizado, os voluntários colocaram o CM em uma posição confortável e foram instruídos a não sentir nenhuma dor ou desconforto quando usando o CM. Alguns voluntários tiveram experiencias com o CM e sabiam em qual posição colocar o CM. Alguns dos voluntários nunca tinha usado o CM, e as instruções eram para "amarrar" o mais apertado possível abaixo das costelas sem causar desconforto.

Havia cerca de 1 a 3 voluntários em cada ocasião do teste. Para diminuir o erro, todos os grupos começavam um com o CM e o outro grupo sem o CM. Oito voluntários começaram com o cinto e sete começaram sem. as 4 series diferentes são explicadas na tabela 1.




O equipamento usado foi uma barra (Eleiko, Halmstad) que pesa 20 quilogramas e em conjunto com as anilhas, também de (Eleiko, Halmstad) foram usadas para conseguir o peso desejado na barra. O CM usado (Eleiko, Halmstad) seguiu os critérios com 5 cm na frente e 10 cm nas costas (Miyamoto, Linuma, Maeda, Wada & Shimizu, 1999). O comprimento do CM diferenciou-se da pessoa para pessoa.

COLETA DE DADOS

Os dados coletados foram idade (anos), gênero, peso corporal (quilograma) e comprimento (cm). Pelo codificador linear (MuscleLab, Tecnologia de Ergotest COMO, Langesund, a Noruega) os agachamentos deram a potência de saída em watt (W) e a velocidade (m/s) na fase excêntrica, concêntrica e a velocidade máxima (m/s) na fase concêntrica do agachamento. O Codificador Linear (MuscleLab, Tecnologia de Ergotest COMO, Langesund, a Noruega) foi usado e tem provado ser confiável para o agachamento e (Moras et al., 2015) para estimar o 1RM no supino baseado na força – relação veloz (Bosquet, Porta-Benache, & Blais, 2010). O codificador Linear foi devidamente testado em atletas que fizeram o salto contra o movimento (SCM) e mostraram ser confiáveis e válidos. O SCM tem um movimento semelhante como o agachamento exceto que o SCM é um salto e por isso sai do chão em comparação com o agachamento onde o atleta nunca deixa a chão (Hilmersson, Edvardsson, & Tornberg, 2015).


ANÁLISES ESTATÍSTICAS

As análises estatísticas foram feitas em SPSS (IBM SPSS Statistics, a Versão 20). As variáveis que ocorreram no estudo foram quantitativas e caíram sob a escala. Para testar se os dados foram normalmente distribuídos, foi usado o teste de Shapiro-Wilks que mostrou que os dados foram normalmente distribuídos. Para analisar além dos dados, foram usadas as estatísticas paramétricas a ANOVA descartável. Todas as mesas e os números foram feitas no Excel do Windows (Excel, 2016). O nível de significação estabeleceu-se em p <0.05 (Kingma et al., 2006).


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