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#2-EFEITO DO USO DO CINTO DE MUSCULAÇÃO E DA MANOBRA VALSALVA NA POTENCIA E NA VELOCIDADE NO AGACHAM

  • 2 de set. de 2017
  • 13 min de leitura

RESULTADOS


As características físicas dos voluntários e o seu 1RM que informaram é mostrado na tabela 2. As características físicas dos homens e o 1RM foram o seguinte: idade, 25.2 ± 2.5 anos; altura, 179.9 ± 7.2 cm; peso, 86.3 ± 10.4 quilogramas; 1RM, 161.5 ± 37.8 quilogramas. As características físicas das mulheres e o 1RM foram o seguinte: idade, 22.4 ± 0.8 anos; altura, 169.6 ± 5.3 cm; peso, 74.9 ± 6.0 quilogramas; 1RM, 101.8 ± 15.5 quilogramas.


Tabela 2. As características físicas e os 1RM's informados pelos próprios voluntários (N=15) no agachamento.




POTÊNCIA

A potência de saída entre os diferentes grupos é mostrada na figura 1: Sem CM e nenhum uso da MV a potência de saída em valores foi de 1023.6±383 watts (W); com CM e nenhum uso da MV tinha um valor de 1077±330.9 W; sem CM e o uso da MV os valores foram 994±309.6 W; com CM e o uso da MV os valores foram 1060±327.1 W.

Para analisar a diferença entre os grupos foi utilizada a ANOVA. Foi mostrado que não há diferença significante entre os grupos (p = 0.91) e por isso não foram feitas análises depois disso para analisar e comparar os diferentes grupos.


Figura 1. Mostra a média e o desvio padrão na potência de saída em um agachado em todos os voluntários (N=15). As quatro condições diferentes são; com CM, sem CM, com CM e o uso de MV e com CM e o uso de MV.

CM cinto de musculação

MV manobra de Valsalva


Com CM, a potência não foi mais alta do que sem CM. Quando foi utilizada a MV, a potência de saída não ficou significantemente mais alta usando o CM.


VELOCIDADE EXCÊNTRICA


A velocidade na fase excêntrica do levantamento entre os grupos é mostrada na figura 2: Sem CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 0.65±0.14 metros por segundo (m/s); com CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 0.63±0.13 m/s; sem CM e o uso da MV os valores médios foram 0.62±0.15 m/s; com CM e o uso da MV os valores médios foram 0.63±0.15 m/s.


A figura 2. Mostra a média e o desvio padrão na velocidade na fase excêntrica em quatro condições diferentes entre todos os voluntários (N=15).


Não houve diferença significante entre os grupos (p = 0.96) e por isso não foram feitas futuras analises para comparar e analisar os diferentes grupos. O CM não afetou significativamente a velocidade na fase excêntrica e o mesmo foi observado na MV. A MV em conjunto com o CM não ofereceu uma velocidade significativamente maior.

VELOCIDADE CONCÊNTRICA


A velocidade na fase concêntrica do levantamento entre os grupos é mostrada na figura 3: Sem CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 0.57±0.13 m/s; com CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 0.58 ± 0.12 m/s; sem CM e o uso da MV os valores médios foram 0.54±0.13 m/s; com CM e o uso da MV os valores médios foram 0.57±0.13 m/s.


A figura 3. Mostra a média e o desvio padrão na velocidade na fase concêntrica em quatro condições diferentes entre todos os voluntários (N=15).


Não houve diferença significante entre os grupos (p = 0.85) e por isso não foram feitas futuras analises para comparar e analisar os diferentes grupos. O CM não afetou significativamente a velocidade na fase excêntrica e o mesmo foi observado na MV. A MV em conjunto com o CM não ofereceu uma velocidade significativamente maior.


PICO DE VELOCIDADE NA FASE CONCÊNTRICA

A velocidade máxima na fase concêntrica do levantamento entre os grupos é mostrada na figura 4: Sem CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 1.03±0.19 m/s; com CM e nenhum uso da MV os valores médios foram 1.04±0.19 m/s; sem CM e o uso da MV os valores médios foram 1.0±0.19 m/s; com CM e o uso da MV os valores médios foram 1.03±0.19 m/s.

A figura 4. Mostra a média e o desvio padrão na velocidade máxima na fase concêntrica nas quatro diferentes condições entre todos os voluntários (N=15).



Não houve diferença significante entre os grupos (p = 0.97) e por isso não foram feitas futuras analises para comparar e analisar os diferentes grupos. O CM não afetou significativamente a velocidade na fase excêntrica e o mesmo foi observado na MV. A MV em conjunto com o CM não ofereceu uma velocidade significativamente maior.


A figura 5. Os valores médios de quatro diferentes condições da experiência em três velocidades diferentes.


DISCUSSÃO


O objetivo do estudo foi comparar três condições diferentes (com CM, com CM e MV e só MV) entre elas mesmas e com o grupo controle (sem WB e sem o uso da MV) em termos de potência de saída e velocidade em um agachamento. A principal descoberta deste estudo não mostrou nenhum aumento na potência de saída quando foi usado o CM em comparação sem o uso do CM. O mesmo aplica-se quando os participantes usaram a MV, não houve aumento na potência de saída. A velocidade na fase excêntrica e concêntrica do agachamento não aumentou. A velocidade máxima na fase concêntrica não foi exceção e não aumentou em nenhuma das três diferentes condições (com CM, com CM e MV e só a MV) entre elas mesmas e com o grupo controle (sem CM e não executando a MV).

POTÊNCIA

Os resultados não mostram nenhum efeito significante na potência de saída em nenhuma das condições. O CM não afeta a potência e a MV não deu o efeito extra sobre a potência de saída. Isto poderia ser porque não houve instruções dadas sobre como o agachamento deveria ter sido executado, porque houve outra pesquisa observando a variedade do movimento nos mesmos sujeitos. Se eles tinham as instruções de fazer o agachamento o mais explosivo possível o efeito poderia ter sido diferente. Este estudo mostra que não há diferença se o atleta usa o CM comparado ao não uso do CM na potência de saída isso não concorda com Zink et al. (2001) A afirmação que houvesse uma velocidade mais alta e por isso uma potência de saída maior quando utilizado o CM. Quando os voluntários praticaram a MV o resultado não mostrou nenhuma diferença na potência de saída do que quando usaram ou não CM. A potência determinada pela velocidade vezes força e o fato que o número de repetições foi estudado por Lander et al. (1992) e isto mostrou que o uso de CM aumentou a velocidade de todas as repetições e especificamente nas últimas repetições pode indicar que a potência aumenta também. A potência não se afeta em nenhuma das três condições e isto mostra que não há necessidade de usar o CM ou a MV na potência de saída no agachamento, mas novos estudos devem ser feitos sobre o uso do CM e a MV na prevenção de lesões. Os estudos prévios mostraram que o IAP (proteínas inibidoras do apoptose) aumentou quando a MV foi usada e que isto poderia ter um efeito de prevenção de lesões e pode dá uma estabilidade extra e em conjunto com CM ser até mais estável. Algo que seria interessante de estudar é como o agachamento com barra baixa se executa porque há mais força aplicada na articulação do quadril como Wretenberg et al. (1996) por causa que essa força atua mais nos músculos maiores, como: glúteos maximus e por isso pode criar mais potência.


VELOCIDADE

Este estudo mostra que não há diferença entre as diferentes fases do agachamento em termos de velocidade. Isto mostra que o atleta não fez as fases concêntricas ou excêntricas um pouco mais rápido ou mais devagar com ou sem o CM e/ou com a MV. A literatura anterior não condiz com o resultado desse estudo (Zinco et al., 2001) como afirmam que a velocidade de repetição aumenta com CM. E segundo o Lander et al. (1990) a velocidade do levantamento aumenta. Este estudo demonstra isto em termos de velocidade que o CM e a MV não têm efeito e por isso o uso de CM e da MV não são uma ferramenta a ser usada, porém mais pesquisas tem de ser feitas em um grupo especifico como levantadores de pesos onde a velocidade deve ser alta e por isso a potência dos levantamentos é de grande valor. Para conseguir uma adaptação no treinamento sob uma grande potência a velocidade tem de ser alta quando os atletas estão treinando (Hatfield et al., 2006). Além disso pesquisas precisam ser feitas para ver se há uma técnica de respiração específica que pode ser usada para aumentar a velocidade e se há alguma diferença no tipo e no tamanho do cinto. O fato que neste estudo as fases excêntrica e concêntricas dos levantamentos são quase os mesmos em relação a velocidade, os voluntários poderiam ter usado mais o SSC se a fase excêntrica tivesse sido feita com uma velocidade mais alta. Se a velocidade aumenta, pode ter sido por uma potência mais alta, porém isso precisa ser mais pesquisado. Segundo McCarthy et al. (2012) a fase excêntrica deve ser rápida e com um intervalo rápido para ganhar a mesma potência na fase concêntrica.


MANOBRA DE VALSALVA E O CINTO DE MUSCULAÇÃO JUNTOS


O fato que este estudo não mostra nenhuma diferença significante nas três diferentes condições em termos de potência de saída e velocidade, pode ser devido ao CM não mostrar nenhum aumento na ativação das fibras musculares em estudos prévios (Zinco et al., 2001; Lander et al., 1990; Sotavento et al., 2002; Juluru e al., 1999). Como não há aumento na ativação de fibras musculares quando só é usado o CM, então provavelmente não há mais fibras musculares sendo recrutadas. Isto pode ser a resposta porque não há aumento na potência de saída e na velocidade. Mas quando o CM é usado ao mesmo tempo em que é executada a MV, a ativação de fibras musculares aumentou segundo Blanchard et al. (2016), e isto pode mostrar que o uso da MV tem um efeito maior sobre o recrutamento de fibras musculares e isto pode significar uma potência de saída maior que não foi mostrado neste estudo. O estudo de Blanchard et al. (2016), estudou a ativação muscular, que aumentou tanto com CM como com a MV, porém em termos de estabilidade da espinha e não em performance.


A combinação do CM e da MV pode reduzir possivelmente o risco do dano na lombar (Blanchard et al., 2016). Quando foi estudado o deadlift, os resultados mostraram que quando o atleta inala e usa o CM a pressão é reduzida na vértebra em 10% (Kingma et al., 2006). O deadlift pode ser comparado com o agachamento porque ambos os levantamentos são com uma flexão de quadril e do joelho e a maioria dos músculos treinados são os mesmos. A execução da inalação (semelhante a MV) e o uso do CM mostrou que uma redução da força poderia ocorrer também no agachamento.


DISCUSSÃO METODOLÓGICA

O método deste estudo foi bem planejado e seguiu uma padronização durante cada teste, mas algumas modificações poderiam ter sido feitas. O resultado do teste poderia ser mais confiável se os testes de 1RM tivessem sido feitos uma semana antes de testarmos a potência de saída e a velocidade em 75% de seus estimados 1RM. Alguns voluntários tinham testado recentemente o seu 1RM, mas alguns tinham testado há muito tempo, e isso pode ter possivelmente aumentado ou ter reduzido o seu 1RM. Os estudos prévios por (Kingma et al., 2006; Zinco et al., 2001), fizeram as medições de potência de saída com uma chapa de força, isto é algo que poderia ter sido aplicado nesta tese mas é necessário mais planejamento. Alguns participantes fizeram o seu agachamento com uma velocidade mais alta e com mais potência, e foi mostrado que aumentaram o seu 1RM comparando com outros, onde fizeram o seu agachamento mais devagar e com mais esforço. De outra maneira o codificador (máquina usada para fazer a medição) é um medidor confiável, medindo potência e velocidade em um levantamento (Moras et al., 2015).

Todos dos voluntários fizeram um consentimento escrito antes do teste com algumas explicações de como o teste ia ocorrer e o que esperar, além de algumas instruções sobre o que não fazer antes que chegassem à ocasião do teste. Isto é algo que os líderes não podem saber se os voluntários seguiram e se diziam a verdade. Foi tentado evitar de lembrar aos voluntários vários dias antes da ocasião do teste. Houve outro estudo que foram usados os mesmos voluntários na mesma ocasião do teste que estudou o ROM (range of motion ou amplitude do movimento) do agachamento e por isso, não foram dadas devidas instruções aos voluntários em relação a até quanto eles deviam agachar. Isto poderia ter afetado o efeito sobre o SSC (ciclo de encurtamento e alongamento) e por sua vez ter afetado a potência de saída e a velocidade do agachamento. O mesmo em relação a “pausa” que poderia ocorrer no fundo da posição em um agachamento, se for muito fundo o uso da energia na fase excêntrica desaparece e a fase concêntrica não será tão explosiva. O estudo por McCarthy et al. (2012) a fase de transição do agachamento do é importante para ser a mais curta possível para adquirir uma potência de saída mais alta.

O fato de que alguns voluntários já tinham usado o CM e alguns não, pode ter tido uma ação negativa no estudo. Os voluntários poderiam pensar que o CM é um instrumento pouco confortável quando fosse executar o agachamento e poderiam se preocupar mais em como eles se sentiam com o CM, do que focar no que eles estavam fazendo que era o agachamento. O estudo por Zinco et al. (2001) os atletas disseram que se sentiam mais seguros usando o CM, mas isto não foi mostrado neste estudo. Quando a MV foi executada os atletas testados usaram quase a mesma técnica de respiração da própria MV e não foi mostrada uma diferença tão grande quando não usaram a MV ou quando foram instruídos a usa-la. Isto é algo mencionado por Hackett (2012), muitos atletas usam uma técnica de respiração quando os pesos se tornam "muito pesados" sem se ter consciência disso. Neste estudo, isto poderia ter sido evitado se as instruções de expirar pelo “sticking point (ponto em que fica mais difícil continuar o movimento) ” tivessem sido dadas nas duas primeiras series em vez de nenhuma instrução em absoluto. Um estudo por Nachemson., Andersson. & Schultz., (1986) comparou a MV com a respiração livre quanto a IAP (pressão intra-abdominal). Nachemson et al., (1986) mostrou um aumento do IAP quando MV foi usada em comparação com a respiração livre, e em comparação com estes estudos onde nenhuma instrução foi dada nas primeiras duas series quando a MV não foi usada. Isto poderia ter influenciado no desenvolvimento deste estudo, porém é necessário investigar mais.

Os voluntários vieram de esportes diferentes ou com informações diferentes sobre como o agachamento deveria ter sido feito, isto deve ter influenciado em como o agachamento foi executado. Os voluntários vieram de diferentes contextos como powerlifting, weightlifting, boxe, golfe, crossfit ou atletas de academia. Os weightlifters são acostumados a fazer o agachamento o mais potente possível e com uma alta velocidade ao passo de que os powerlifters são acostumados a fazer com cargas mais pesadas e com uma velocidade mais baixa (por causa das cargas), o fato que não houve instruções dadas sobre a que velocidade o agachamento deveria ter sido feito isto poderia ter um impacto tanto na potência de saída como na velocidade do agachamento.


CONCLUSÃO

A literatura prévia mostrou que houve um aumento na pressão intra-abdominal e na ativação do músculo quando, tanto o CM como a prática da MV foram usados. A velocidade aumentou e por isso pode-se supor que a potência de saída aumentou também. Esse estudo mostra que no entanto, a potência de saída e a velocidade não aumentaram em nenhuma das três condições apresentadas nesse artigo (com o CM, com o CM + MV e Sem o CM + MV). Isto mostra que a MV e o CM não modificaram o resultado do estudo quando a velocidade e a explosão são desejadas no agachamento, porém é necessário investigar mais, porque esses resultados não foram compatíveis com os resultados da literatura anterior. No futuro a MV deve ser usada mais cuidadosamente e utilizar voluntários que já estão acostumados a usar o CM, para termos resultados mais confiáveis. Testar o 1RM dos voluntários antes e dar-lhes a oportunidade de praticar a MV.

REFERÊNCIAS

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